#UERJ: Alunas de pré vestibular comunitário na Maré são aprovadas em Pedagogia

Foto: página do facebook. 
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“Estar na universidade pra mim é um ato político. É entender esse ambiente como um lugar para todos, principalmente para nós da periferia”

Jovens e moradoras de uma favela da Zona Norte do Rio, Antônia Natricia de 18 anos e Luíza Oliveira de 21, tinham um sonho em comum: Entrar para uma Universidade Pública. Porém os desafios eram grandes, já que não é fácil conciliar os estudos com a rotina de trabalho. Após algumas tentativas sem sucesso de passar no vestibular, elas não desistiram mesmo diante de todas as dificuldades. “Não tinha confiança em mim. Dividir o tempo entre trabalho e estudo foi desafiador. ” comenta Antônia.

Foi então que surgiu a oportunidade de fazer um pré vestibular comunitário e o Unifavela, que tem suas salas na comunidade da Nova Holanda, ajudou as jovens na realização do objetivo. O projeto visa atender aqueles que desejam cursar uma Universidade e não tem condições de pagar um cursinho. “A importância desses projetos é ajudar os moradores da comunidade, pois temos dificuldades por todos os lados, nas escolas precárias, nas operações policiais e na família também. O acesso a esses projetos nos motiva a estar batalhando pelo nossos direitos, ressalta Luíza Oliveira.

Moradoras da maré são aprovadas na UERJ com pré vestibular comunitário. Foto: Laerte Breno/ UniFAvela/ Voz das Comunidades

Ao ter conhecimento da aprovação, elas contam da importância desse momento “É a realização de um sonho, principalmente por se tratar de uma instituição de peso como a UERJ. Além disso, estar na universidade para mim é um ato político. É entender esse ambiente como um lugar para todos, principalmente para nós da periferia”, diz Antônia Natricia.

Teste 2

Luíza e Antônia foram aprovadas para o curso de Pedagogia da UERJ e acreditando que estar em uma Universidade além de ser uma fase de formação profissional é também um local de transformação Social, Antônia Natricia destacaram todo o apoio que receberam e confirmam que final todo sacrifício valer a pena. “Quero seguir carreira em uma profissão que possa ajudar as  pessoas, principalmente no lugar onde moro, acredito que a educação é uma dessas ferramentas. Também quero mudar de perspectiva e creio que a universidade pode me proporcionar isso.”

 

 

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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