Século XXI e ainda existem profissões desvalorizadas

#ProfissõesDesvalorizadasParte2 – Faxineiro

O segundo entrevistado do projeto "Profissões Desvalorizadas" é Nélio Martins de 59 anos, faxineiro do Parque Municipal de Belo Horizonte (MG). - Foto: Gabrielly Santos
O segundo entrevistado do projeto “Profissões Desvalorizadas” é Nélio Martins de 59 anos, faxineiro do Parque Municipal de Belo Horizonte (MG). – Foto: Gabrielly Coelho

Nélio conta que escolheu a profissão por necessidade: “eu estava desempregado e por não ter completado o ensino médio, não tinha como encontrar um emprego melhor.” A empresa da qual ele trabalha oferece benefícios aos funcionários, como o ticket de alimentação, plano de saúde e vale transporte. Sua carga horária é de 6h às 18h, 4 dias na semana. Em média, Nélio recebe R$ 900,00 e sua função é a limpeza dos sanitários e a área interna do parque.

O faxineiro contou que existe muito preconceito nessa profissão. Quando o questionei se o seu trabalho era valorizado, Nélio interrompeu a entrevista um pouco triste ao se lembrar de comentários preconceituosos, e em seguida disse: “A maioria não valoriza, tem gente que reconhece, mas a maioria não. É triste, mas tem que ter paciência.” Ele também se incomoda com as pessoas que frequentam o parque para fazer o uso de drogas ilícitas e bebidas alcoólicas. Segundo o faxineiro, já aconteceram diversos conflitos entre essas pessoas, o que é ruim para um parque frequentado por crianças e seus familiares.

Teste 3

Mesmo com toda desvalorização e preconceito, Nélio ainda tem esperanças de que as pessoas aprendam a valorizar seu trabalho. Acredita que quando se trabalha com paciência e força de vontade tudo fica bem.

O foco desse projeto não é mostrar somente o lado negativo, mas a realidade de modo geral. Infelizmente os profissionais da limpeza ainda convivem com o preconceito da população. Nós devemos ter a consciência que da mesma forma que precisamos dos engenheiros e advogados, também precisamos dos faxineiros, temos que ter consciência disso. É importante saber reconhecer os diferentes tipos de trabalho.

#ProfissõesDesvalorizadasParte3 será uma entrevista com um professor de português, da cidade de Belo Horizonte. 


e3IiEJEPMe chamo Gabrielly Coelho, sou mineira e tenho 17 anos. Estudante apaixonada por jornalismo e escritora de artigos do portal Voz das comunidades.

https://twitter.com/gabicsantos

 

 

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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