Opinião | Festival Mulheres do Mundo: O protagonismo do gênero

Foto: Reprodução/Festival mulheres do mundo

Foto: Reprodução/Festival mulheres do mundo

O Festival Mulheres do Mundo, que aconteceu durante os dias 16,17 e 18 de novembro, marcou a cidade do Rio de Janeiro, mais especificamente o Museu do Amanhã e o Museu de Arte do Rio (MAR), na Praça Mauá . O público pôde aproveitar mais de 150 atividades gratuitas, como debates, shows e oficinas.

A edição número um do festival, inspirado no Women of the World (WOW), aconteceu em 2010, em Londres, e já passou por mais de 20 países. O objetivo do evento é reunir milhares de mulheres com experiências e realidades diferentes para uma troca enriquecedora de conhecimento e fortalecimento do gênero.

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Negras, brancas, ricas, pobres, adolescentes, idosas, mães, pais e filhos percorreram a região central da cidade com o sorriso no rosto e disposição para aproveitar ao máximo o festival. Estava difícil escolher qual atividade participar, pois todas eram incríveis.

A oficina “O rolé das faveladas: a real revitalização da Zona Portuária entre o céu e a favela”,  conduzida por Cintia Sant’Anna e Elen Ferreira, apresentou aos participantes as áreas da região portuária que não receberam nenhum investimento e provocou alguns questionamentos, como, por exemplo, o fato de certos locais receberem mais atenção e recursos do que outros.

Foto: Reprodução/Festival mulheres do mundo
Foto: Reprodução/Festival mulheres do mundo

O debate “Só há desenvolvimento sustentável com o protagonismo das mulheres”, apresentado pela jornalista Sônia Bridi, abordou temas relacionados ao meio ambiente, empreendedorismo feminino e economia florestal. Além disso, as convidadas estimularam o autocuidado e o amor próprio.

As mulheres foram protagonistas do evento, em várias áreas do saber. Da artesã à cientista, não havia diferença entre uma e outra. O grau de escolaridade ou classe social não foi, em nenhum momento, critério para o compartilhamento de informações.

A oficina “Construindo novas narrativas – Chega de Fiu Fiu”, exibida por Amanda Kamanchek e Juliana de Faria, abordou o assédio como tema principal e demonstrou como foi o processo de criação do documentário “Chega de Fiu Fiu”. As mulheres presentes se apresentaram e tiveram a oportunidade de falar sobre o assunto considerado tabu por muitas pessoas.

O palco foi dominado por cantoras fenomenais que lutam pela igualdade de gênero e utilizam a música como uma forma de empoderamento. A vivência de Elza Soares, as letras da Tássia Reis, a performance da Karol Conka, todas encantaram o público.

Um dos momentos mais marcantes, foi quando a rapper Flora Matos chamou a Mc Martina, do Complexo do Alemão, que estava na plateia, para subir ao palco. A Mc recitou uma poesia maravilhosa e saiu aos gritos de “Martina, Martina”. Foi lindo de ver.

No domingo (18), último dia do festival, a sensação das pessoas era de despedida, saudade. Eventos como esse renovam a energia das mulheres, das meninas, das mães. A celebração da diversidade e a  luta pela igualdade de gênero auxilia no processo de formação de uma sociedade mais inclusiva.

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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