Após 11 anos no Complexo do Alemão, Voz das Comunidades expande alcance para mais 9 favelas do Rio

O jornal que começou no Morro do Adeus, uma das 13 favelas que formam o Complexo do Alemão, ampliou sua atuação para as outras 12 favelas do Alemão em 2011, logo após a ocupação das forças armadas.

Com objetivo de ‘aumentar a voz’ dos moradores das favelas cariocas, o jornal ‘Voz das Comunidades’ ampliou o alcance e a partir de agora começa a produzir conteúdo em 9 outras favelas do Rio, além do Complexo do Alemão.

Borel, Cantagalo, Cidade de Deus, Complexo da Maré, Complexo da Penha, Formiga, Fumacê, Pavão-Pavãozinho e Vila Kennedy são as primeiras favelas a receber a versão impressa do jornal.

‘Quando decidi criar o jornal aos 11 anos de idade na minha comunidade, o objetivo sempre foi de mostrar os problemas e projetos sociais que a grande mídia não dá visibilidade nenhuma. É essa essência que queremos manter. Precisamos dar voz aos moradores para reivindicar melhorias pra comunidade, só assim vamos ter uma mudança de verdade no território. Também damos prioridade aos talentos e projetos sociais, pois acreditamos que através da nossa divulgação, as pessoas possam conhecer e apoiar mais iniciativas como essas’ afirma Rene Silva, fundador do VOZ.

Teste 2

A iniciativa é ousada, mas conta com grande apoio de parceiros para que as pautas sejam produzidas.

MUDANÇAS

O jornal passa a ser bimestral, mas dobra o número de páginas, para que possamos explorar ainda mais todas favelas que atuamos.

A partir da próxima edição (MARÇO/ABRIL) vocês conhecerão novas colunas fixas, por exemplo a ‘FAVELA COME BEM’ que vai eleger as melhores comidas das favelas cariocas.

E aí, curtiu? Então espalha pra geral que essa não será a única edição distribuída na sua comunidade. Agora estamos fixos e viemos pra ficar. Queremos que vocês sejam cada vez mais ouvidos.

 

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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