Operações e tiroteios deixam 4 mil alunos sem aulas em comunidades do Rio

Complexo da Penha, Borel e Cidade de Deus foram as comunidades que sofreram com os confrontos

Três comunidades do rio sofreram por conta dos confrontos e das operações simultâneas nesta terça feira (08). Na Vila Cruzeiro, Complexo da Penha, logo pela manhã, moradores foram acordados com intensas trocas de tiros na comunidade da “Chatuba” e “Proletário”. Cerca de três mil alunos ficaram sem aulas nas escolas da comunidade. O complexo da Penha foi a comunidade que mais sofreu com os confrontos. Logo em seguida era a vez da comunidade do Borel sofrer com os tiros. Uma intensa troca de tiros logo na parte da tarde assustou os moradores da região. Dois Espaços de desenvolvimentos infantil (EDI) foram fechados totalizando o número de cem alunos sem aulas.

Alunos ficaram sem aulas nas comunidades com tiroteios e operações Foto: Betinho Casas Novas / Jornal Voz das Comunidades

Ainda na tarde, as operações partiam para o outro lado da cidade. Na comunidade da Cidade de Deus, homens das Upps da região fizeram uma operação conjunta nas comunidades locais. Cerca de cem homens das Upps foram deslocados para operação. Intensas trocas de tiros foram ouvidos na comunidade do “Karatê” que precisou do auxilio de um carro blindado (caveirão) na operação. Cerca de quatro escolas foram fechadas no período da tarde, com mil alunos sem aulas.

Em nota, a secretária municipal de educação divulgou nota sobre as escolas fechadas.

Teste 3

A Secretaria Municipal de Educação informa que unidades escolares no Borel (Tijuca), no Complexo da Penha/Vila Cruzeiro e Cidade de Deus estão sem atendimento nesta terça-feira (dia 8). No total são 8 escolas, 2 creches e 3 Espaços de Desenvolvimento Infantil e 4.177 alunos sem aulas.

Borel
2 Espaços de Desenvolvimento Infantil
Total de alunos: 98

Complexo da Penha/ Vila Cruzeiro
4 escolas
2 creches
1 Espaço de Desenvolvimento Infantil
Total alunos: 3084

Cidade de Deus
4 escolas
Total de alunos: 995

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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