Por falta de repasse, Vila Olímpica do Complexo do Alemão pode ficar sem colônia de férias

Foto: Renato Moura/Voz Das Comunidades
Foto: Renato Moura/Voz Das Comunidades

Prefeitura admite atraso, mas justifica que foi por demora da prestação de contas da OS

A Vila Olímpica Carlos Castilho, no Complexo do Alemão, pode ficar sem colônia de férias no início de 2018 por falta de verba. Segundo informações apuradas pelo Jornal Voz das Comunidades, o motivo seria o atraso no repasse da Subsecretaria de Esportes e Lazer do Rio SUBEL, para a Organização Social que administra a unidade, a MCS (Movimento Cultural Social).

A Subsecretaria, através de e-mail, afirmou que o repasse ainda não tinha sido realizado por causa do atraso na prestação de contas da própria OS, mas que ele já foi feito e está para ser aprovado, o que segundo a mesma nota, “não costuma demorar muito”.

Procurada, a Organização Social Movimento Social Cultural, não respondeu até o fechamento desta reportagem. A empresa, escolhida através de licitação para administrar  a unidade, é responsável pela compra de itens básicos de manutenção do espaço como cloro para a piscina e vassouras. Além do pagamento de salários dos funcionários, que segundo pessoas ouvidas em condição de anonimato, está atrasado.

Teste 2

A Vila Olímpica reabriu em agosto deste ano, após ter ficado fechada desde outubro de 2016. A colônia de férias, realizada sempre em janeiro, oferecia para cerca de 350 crianças do Complexo do Alemão, a maioria entre 6 a 13 anos, atividades como natação, futebol, vôlei e animação.

No perfil da rede social facebook, a Vila Olímpica Carlos Castilho Alemão, postou que fechará as portas para recesso à partir da próxima sexta-feira, 22 de dezembro, e retornará no dia 9 de janeiro, terça-feira.

 

 

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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