Dia Mundial da Fotografia: A visão extraordinária de Renato Moura

O Dia Mundial da Fotografia é comemorado anualmente no dia 19 de agosto. E o jornal Voz da Comunidade entrevistou o repórter fotográfico Renato Moura, jovem de apenas 20 anos, morador do Complexo do Alemão e com uma visão extraordinária para a fotografia.

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Foto: Bento Fabio

Renato começou a trabalhar no jornal há 11 anos, ele colaborava na entrega dos jornais pela comunidade, juntamente com seu irmão Rene Silva. Ele conta que decidiu seguir a fotografia em 2008, quando houve uma grande enchente na Av. Itaoca e Av. Democráticos, no bairro de Higienópolis, no Rio de Janeiro. A enchente também prejudicou algumas casas de moradores do Morro do Adeus, e Renato com a sua sensibilidade e talento registrava cada acontecimento daquele dia chuvoso. Desde então, não parou de fotografar.

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O fotógrafo que já vivenciou inúmeras situações favoráveis e desfavoráveis em sua profissão, adquiriu mais experiência ao ingressar no fotojornalismo. Presenciou momentos de guerra no Complexo do Alemão e não esconde sua preocupação com a situação atual da favela onde mora: “qualquer momento começa um tiroteio, sem ter hora pra começar ou terminar, não importa se é no horário que muitos estão indo para o trabalho ou as crianças voltando da escola. A minha maior dificuldade hoje em dia, é fotografar dentro da comunidade, nos becos. Tanto lado B ou P, podem confundir a minha câmera com uma arma.”13006611_1106347889436524_2072671736019316559_n
Foto: Renato Moura

Mesmo com as dificuldades, ele ressalta o amor por sua profissão e afirma que a fotografia é como registrar um momento único que ficará guardado para sempre. Renato também relata uma de suas viagens à trabalho para o Espírito Santo. Quando ele e o fotógrafo Betinho Casas Novas foram para conhecer o projeto ‘Vizinhos da Arte’, onde trocaram experiências de como funciona um jornal comunitário e mais curiosidades sobre o fotojornalismo.

O carioca da zona norte do Rio, pretende alcançar seus objetivos e crescer como profissional, assim como outros jovens brasileiros nascidos em favelas, ele também tem sonhos e conta: “Eu penso daqui a alguns anos estar com a minha tão sonhada tele objetiva, uma lente de câmera 70-200, que vai dar muito mais possibilidade de fotografar em ambientes diferentes. Daqui há 1 ano eu estarei entrando para a faculdade de jornalismo e isso vai me fazer crescer muito mais nessa área que eu estou, no fotojornalismo”, concluiu o fotógrafo.

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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