Desembargadora autoriza utilização de helicópteros durante operações policiais em favelas

A decisão derruba, portanto, o veto de sobrevoo de áreas num raio de 2km de distância de escolas e creches

Foto: Reprodução

A desembargadora Inês da Trindade Chaves de Melo, da 6ª Câmara Cível, concedeu liberação na última sexta-feira (22) para que os policiais do Estado do Rio utilizem helicópteros durante as operações. O pedido de revisão do caso foi da Procuradoria-Geral do Estado.

A decisão derruba o veto em relação ao sobrevoo de áreas num raio de 2km de distância de escolas e creches. Segundo os agentes de segurança, a decisão anterior ocasionava o “impedimento total para o próprio sobrevoo sobre tais áreas, significando a perda de uma modalidade importante de equipamento para policiamento ostensivo e investigativo”. 

Teste 3

Em fevereiro de 2020, a Coordenadoria de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cdedica) da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro (DPRJ) moveu uma Ação Civil Pública (ACP) para que não houvesse mais operações com helicópteros em locais com escolas ou creches.

Nas redes sociais, o Ativista social Raull Santiago comentou a respeito dessa decisão da Juíza. “LUTAREMOS contra essa covardia: a elite do país odeia as favelas! Uma situação dessas é um completo absurdo. Deveriam arrumar formas de investir em prevenção, construindo escolas, creches, possibilidades para crianças e jovens, não a liberação de algo já provado como mais uma ferramenta de terror e violação de direitos. 2021 será de levantes, vamos!“, diz Raull.

Raull Santiago, ativista, gestor de projetos sociais, produtor audiovisual e empresário
Foto: Reprodução

A nova deliberação é que os sobrevoos precisam acontecer “em hipóteses concretas e, de caráter eminentemente excepcional na atividade policial”, sendo necessária a apresentação de um relatório das operações policiais feitas.

Decisão formal divulgada na sexta-feira (22)

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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