Buraco em frente a escola no Alemão causa vazamento de água e reúne mosquitos

A Escola Municipal Rubens Berardo, na Av. Itaóca, enfrenta esta condição precária há mais de uma semana
Foto: Selma Souza / Voz das Comunidades
Foto: Selma Souza / Voz das Comunidades

Há mais de uma semana, um vazamento de água tem alagado a rotina e as calçadas de quem frequenta a Escola Municipal Rubens Berardo, na Av. Itaóca, 2326. Em dias de chuva, a condição de uma das instituições mais tradicionais do Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio de Janeiro, torna-se insustentável para as crianças e responsáveis que circulam por ali. Pois o espaço do local cedeu e abriu um buraco.

Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação.
Em determinados momentos, o vazamento de água preenche a calçada.
Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação

Para Marisa Oliveira, mãe dos estudantes Nicolas e Ezequiel, a situação demonstra o nível de descaso público da Prefeitura do Rio de Janeiro quando o assunto aborda o bem-estar das comunidades. “Quando chove, a água fica para todos os lados aqui. A gente reclama, denuncia, mas nada muda. Agora, temos esse vazamento de água que é um grande descaso público”, lamenta.

Foto: Selma Souza/Voz das Comunidades
Marisa Oliveira, mãe dos estudantes Nicolas e Ezequiel, aguarda uma solução para o problema em frente à escola.
Foto: Selma Souza / Voz das Comunidades

Além disso, Marisa, que já morou por muito tempo no Complexo do Alemão, mas, atualmente, reside na Pavuna, vê essa situação como um grande risco à integridade física das crianças, pois ficam expostas aos mosquitos e outros insetos que aproveitam a condição precária do buraco. “É um horror”, desabafa.

Teste 3

Questionada pela reportagem do Voz das Comunidades sobre a situação do vazamento de água em frente a Escola Municipal Rubens Berardo, a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (CEDAE) afirmou que, em 24 horas, a equipe da instituição irá até o local atender a demanda solicitada.

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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