Bailarinas do projeto Vidançar no Alemão são aprovadas nas audições das seletivas de Bolshoi e Maria Olenewa

A irmãs Rayssa e Rayanne foram aprovadas para a Escola de Bolshoi e Maria Vitória para Escola Estadual de Dança Maria Olenewa

Foto: Divulgação / Vidançar

Três bailarinas, moradoras do Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio, que participam do projeto Vidançar, foram aprovadas em duas escolas de dança renomadas. As primeiras foram as irmãs Rayssa e Rayanne, que passaram na pré-seleção da Escola Bolshoi concorrendo com bailarinos de todo o Brasil. A segunda, Maria Vitória, foi aprovada para Escola Estadual de Dança Maria Olenewa.

Bailarinas do Alemão
As irmãs Raissa e Rayanne passaram para pré-seleção da Escola Bolshoi concorrendo com bailarinos de todo o Brasil
Foto: Divulgação

Para que as irmãs Rayssa e Rayanne continuem em busca dos seus sonhos, para a próxima etapa o projeto precisou buscar apoio para comprar 3 passagens aéreas ida e volta (RJ/Joinville/RJ), transporte térreo, também ida e volta, do aeroporto para o local onde irão ficar hospedadas, além de alimentação. O Vidançar já tem dez anos atuando no Alemão. Mas, atualmente, não tem conseguido arcar com a despesa das bailarinas. Porém, graças à ajuda de apoiadores, as irmãs vão conseguir prosseguir para a próxima etapa.

“Me sinto muito feliz por nossas crianças conseguirem realizar esse sonho, elas são incríveis, foram preparadas pelo projeto, mas tiveram persistência e força de vontade para chegar nesta conquista tão almejada. Elas concorreram com crianças de diferentes locais, de diferentes classes sociais, muitas delas com a situação econômica e acesso mais fácil. Mas, mesmo com todos os desafios, elas conquistaram esse lugar. Essas conquistas dão a todo o time do projeto esperança e gás para continuarmos nosso trabalho de mudar vidas através da dança e educação”, diz a diretora do projeto Ellen Serra.

Bailarinas do Alemão
Maria Vitória foi aprovada para Escola Estadual de Dança Maria Olenewa.
Foto: Divulgação

Teste 3

O projeto teve início em 2009, e já celebrou diversas conquistas com seus alunos. Porém, o sonho da equipe é que eles consigam um espaço fixo, sem aluguel e que seja acessível para todas as crianças da favela. Nesse período de pandemia, buscou ajuda para manter a estrutura e não desamparar as bailarinas, que continuaram treinando em casa. Além disso, conta com professores, voluntários e, inclusive, até conseguiu apoio para que as aulas tivessem o auxílio de uma professora americana aos sábados, das 10h às 12h.

“Estamos adaptadas com as aulas online. Tivemos a oportunidade de no último sábado, dia 13, de aprender mais um pouco com a professora Janie, diretamente dos EUA, onde ela nos passou diversas técnicas para as alunas, que estavam presente no nosso projeto. E, também, para as demais que nos acompanhavam online”, disse Elle Serra.

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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