Ação policial no Complexo do Alemão soma 9h de tiroteios

Moradores disseram por meio das Redes Sociais que a ação policial no Alemão seguiu ocorrendo

Desde o início da manhã desta quarta-feira (12), o Complexo do Alemão, localizado na Zona Norte da cidade do Rio, vive um clima de guerra. Os moradores de diversas localidades da comunidade passaram por muitos momentos de tensão.

O tiroteio que começou na Área 5 por volta das 8h da manhã, segundo a PMERJ, teria sido em razão de um patrulhamento de rotina de policiais pela região. Nesse tempo, disseram que foram atacados. Contudo, ao decorrer do dia e início da tarde, a violência foi se espalhando para outras partes do Complexo do Alemão, como Fazendinha, Loteamento e Nova Brasília (localidades distintas da origem do confronto inicial causado pelo patrulhamento).

Por volta das 16h, moradores da Canitar relataram através das redes sociais e grupos fortes barulhos de disparos e o veículo blindado da polícia (Caveirão) estava circulando pela localidade. Em Nota, a PMERJ nega a existência de uma operação policial na comunidade. Entretanto, os  acontecimentos somam aproximadamente 9 horas de relatos de intensos disparos na região.

Teste 3

Até o momento, um fuzil foi apreendido pelos policiais na localidade da Fazendinha. Um equipamento da equipe do Voz das Comunidades foi quebrado durante uma abordagem policial.

Duas pessoas ficaram feridas. Essas foram encaminhados até a UPA do Alemão e para o Hospital Municipal Salgado Filho. Os dois têm quadro estável, segundo as unidades de saúde, que prestaram o atendimento.

Convém lembrar que, desde o dia 05 de junho, o ministro do STF, Edson Fachin, proibiu operações policiais nas favelas do estado durante a pandemia do novo coronavírus. Assim, ficou definido que essas devem ser restritas a casos excepcionais, informadas e acompanhadas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), sob pena de responsabilidade civil e criminal.

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EDITORIAS

PERFIL

Rene Silva

Fundou o jornal Voz das Comunidades no Complexo do Alemão aos 11 anos de idade, um dos maiores veículos de comunicação das favelas cariocas. Trabalhou como roteirista em “Malhação Conectados” em 2011, na novela Salve Jorge em 2012, um dos brasileiros importantes no carregamento da tocha olímpica de Londres 2012, e em 2013 foi consultor do programa Esquenta. Palestrou em Harvard em 2013, contando a experiência de usar o twitter como plataforma de comunicação entre a favela e o poder público. Recebeu o Prêmio Mundial da Juventude, na Índia. Recentemente, foi nomeado como 1 dos 100 negros mais influentes do mundo, pelo trabalho desenvolvido no Brasil, Forbes under 30 e carioca do ano 2020. Diretor e captador de recursos da ONG.

 

 

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